MASCOTE ANIME GAM

Mascote GAM Fred cor 1

E ai meu povo, tudo certo? Fred Hildebrand falando. Alguns dias a trás, fui convidado para fazer o mascote do evento de anime e mangá que acontece aqui em Campo Grande, o ANIME GAM. Os caras já tinham o mascote, mas queriam dar uma repaginada nele, algo com mais movimento e uma cara mais fofinha, topei na hora, acho muito bacana esse tipo de trabalho e o resultado foi esse ai! Abraços galera!

Fred treinando seu Photoshop

Dani_by_Fredhild

Nosso artista cada vez mais foda. Parabéns Fred!!

Mangá, ser ou não ser

Foto tirada na Feira Central em Campo Grande
Foto tirada na Feira Central em Campo Grande

Em 2008 comemoramos os 100 anos da imigração japonesa no Brasil, um bom tempo desde que o Kasato Maru aportou por essas bandas.
Enorme Brasil, que foi construído pela cultura de tantos povos, europeus, nativos, negros. Então como não absorver a cultura riquíssima e milenar desses imigrantes também?

Kasato Maru
Kasato Maru

Temos hoje a maior colônia japonesa fora do Japão, que é em São Paulo. Mas sabem onde é a segunda? Na cidade onde eu nasci, Campo Grande – MS.
Agora imaginem, se os japoneses influenciam em uma cidade do tamanho de São Paulo, imagina em uma cidade como a minha!

Monumento dedicado a imigração japonesa em Campo Grande
Monumento dedicado a imigração japonesa em Campo Grande

E apesar da resistência das famílias japonesas em dividir “conosco” muita da sua cultura, é impossível não notar como absorvemos seus costumes de maneira profunda.
Em Campo Grande temos o time de baseball, vamos ao Bon Odori, temos produtos japoneses no supermercado.

Bon Odori
Bon Odori

E na minha cidade natal acontece uma coisa ainda mais interessante quanto a pratos típicos. Temos o churrasco (claro!), temos as comidas paraguaias, assim como a mandioca, da nossa tradição indígena.  Porém, o prato mais típico, que temos até mesmo um festival, é o sobá. Prato originário de uma região no Japão, Okinawa. Minha mãe comia sobá (e sushi e sashimi) na feira, assim como a maioria esmagadora dos meus amigos de lá.
Usar o hashi então, desde criancinha.

Monumento ao Sobá em Campo Grande (Feira Central)
Monumento ao Sobá em Campo Grande (Feira Central)

Quantos conhecidos não foram tentar a chance no Japão como nisseis?
Por todos esses motivos me inquietam as criticas quanto a classificação da Patre como mangá. Não pela critica em si, pois são bem vindas, mas ao questionamento da validade de se fazer uma revista no Brasil com essa denominação.

Feira Central de Campo Grande
Feira Central de Campo Grande

Para mim, em especial, o traço japonês, sua narrativa, bem como sua cultura está presente muito antes de começar a consumir animes e mangás.
Não podemos ser levianos e dizer que a influência é recente ou que representa uma tribo em especial. Gostar de mangá, desenhar nesse estilo ou desenvolver com esse tipo de narrativa é uma opção pessoal.

Grupo de Taiko de Campo Grande
Grupo de Taiko de Campo Grande

Assim como a paixão do próprio Tesuka pelas animações americanas, em especial ao Walt Disney. Dinâmica que influênciou no estabelecimento do mangá como ele é. Uma mistura do traço japonês com uma inspiração nas animações americanas. Bem como no filmes europeus.
Podemos julgar Osamu Tesuka por se deixar influenciar pela cultura americana?

Osamu Tesuka e seu Astro Boy
Osamu Tesuka e seu Astro Boy

Ao estudar o pouco de narrativa que eu sei, me deparei com Scott Mcloud e seus livros sobre quadrinhos (gosto muito de estudar e ler sempre). Esse autor coloca o mangá como apenas mais uma narrativa dentro das histórias em quadrinhos, um jeito diferente de contar uma história, muito mais que apenas um traço diferente.

Hoje mesmo, no Japão, temos os traços mais variados. Mesmo entre shojos ou shonens temos diferenças imensas de traço e finalização.

Foto de uma família japonesa que chegou em Mato Grosso do Sul
Foto de uma família japonesa que chegou em Mato Grosso do Sul

Não posso mentir aqui e dizer que sou cria da narrativa japonesa, pois cresci lendo comics e europeus. Minha iniciação foi com Frank Miller. Ainda criança, lia muito Asterix, pois meu pai tinha a coleção completa. Alem de ser fã confessa de Neil Gaiman.

Porém, a Patre não é uma criação apenas minha, como do Fred também. Tanto que seria impossível dizer que a autoria é apenas de um ou de outro. Cada passo, cada fala, cada quadro tem o dedo dos dois.
E o Fred se criou no mangá (apesar da influência clara do Adam Hughes). Seu traço, sua narrativa e seu jeito de diagramar veio das centenas de mangás que ele coleciona.

Desenho do Fred e sua grande paixão ... mangás, claro ;)
Desenho do Fred e sua grande paixão … mangás, claro ;)

Seria no mínimo hipócrita não assumirmos nossa origem, as nossas influências. Então sim, somos mangakás com orgulho. Mas acima de tudo, somos brasileiros.
Ora, o que é o nosso país senão a miscigenação, sincretismo e mistura que formam o nosso povo e a nossa cultura?

Fred na Feira Central de Campo Grande
Fred na Feira Central de Campo Grande

PREVIEW – EDIÇÃO 2

Olá meus leitores,aqui é Fred Hildebrand novamente, e é com muita satisfação que, nesta segunda-feira, trago pra vocês o preview da edição número 2 da PATRE PRIMORDIUM. Estamos a 10 dias do lançamento, então nada mais justo que um preview para aguardar a continuação da jornada da Amanda. Para ver o preview é só clicar aqui e aguardar o lançamento!! =D

EDIÇÃO 4 E 5


Bom dia, meus queridos leitores, aqui é novamente Fred Hildebrand, desenhista da PATRE PRIMORDIUM. Bom, venho lhes trazer a notícia de que a nossa edição número 4 já esta arte-finalizada e pronta pra receber as retículas do nosso companheiro de equipe, Helton Pérez.

Quem quizer ficar sabendo mais do trampo desse nosso amigo só entrar no site da produtora dele: http://vacaazul.com/

Outra novidade é que, na semana passada, eu recebi o roteiro da edição 5. Só pude mexer com ele ontem. Mas agora já temos todos os rascunhos das páginas dessa nova edição e hoje já começo a produzi-las.

Bom pessoal, por hoje é isso, abraço e aguardem nossas próximas edições.!!